28
de
junho
cavalo marinho.
Nadar tranquilamente
por sob as águas claras
(claras como seus olhos).
Cantar, despreocupado,
sabendo que o oceano
abraça minha voz
e a torna indiscernível.
Amar, amar, amar,
e quando for a hora
- ou um pouco antes, quem sabe? -
ser eu a engravidar.
No entanto, eu não sou
um cavalo marinho,
e a triste e alegre hora
escapa de meus dedos
(e de todos os dedos)
além do meu alcance,
como a pluma da pedra;
além do meu alcance
como o mistério último;
além do meu alcance
como o sangue da terra,
como um fim sem princípio.
como um ventre vazio,


Comentário por Fernanda _ kan — 28 de junho de 2006 (14:18)
musicar! musicar! musicar! ele ta pedindo… rs
Comentário por Camila — 8 de julho de 2006 (10:58)
não entendi